segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cnidários

      Os cnidários, também conhecidos como celenterados, são animais que se reúnem no filo Cnidaria. A maioria dos cnidários é encontrada em ambientes marinhos, e os principais representantes desse grupo são as águas-vivas, as anêmonas-do-mar, os corais e as caravelas.
Existem duas formas de cnidários: os pólipos e as medusas. Os pólipos são animais que vivem fixos a rochas e que apresentam poucos movimentos – é o caso das anêmonas-do-mar e dos corais. Já as medusas nadam livremente e possuem uma forma parecida com um guarda-chuva, como as águas-vivas. As medusas possuem tentáculos ao redor da boca e nas bordas do corpo. O cnidário conhecido como caravela-portuguesa tem forma de medusa e flutua de acordo com as correntes marinhas.

 Figura mostrando as formas de pólipo e de medusa 
Figura mostrando as formas de pólipo e de medusa



     Em cnidários como os corais há um esqueleto externo feito de calcário que dá forma e sustenta o corpo do animal; enquanto que em cnidários como a água-viva, o corpo é mole e não possui esqueleto de sustentação.


Figura mostrando o esqueleto de calcário de alguns corais 
O esqueleto de calcário de alguns corais

      Os animais desse filo são muito conhecidos por causarem queimaduras e irritações na pele, em razão de uma célula típica que eles possuem – chamada de cnidoblasto. Os cnidoblastos são estruturas responsáveis pela defesa contra predadores e também pela captura de alimento. Concentrados principalmente ao redor da boca e nos tentáculos, os cnidoblastos possuem em seu interior um líquido tóxico capaz de paralisar e matar os animais que servem de alimento para os cnidários (como peixes, crustáceos e vermes).
No Norte e Nordeste da Austrália podemos encontrar uma espécie de água-viva que, dependendo da extensão da área afetada, pode matar uma pessoa adulta por parada cardiorrespiratória em menos de três minutos. 


Figura 1: anêmona-do-mar; Figura 2: água-viva; Figura 3: caravela-portuguesa; Figura 4: corais 
Figura 1: anêmona-do-mar; Figura 2: água-viva; Figura 3: caravela-portuguesa; Figura 4: corais
 

Poríferos

      Os poríferos, também chamados de esponjas ou espongiários, são animais invertebrados aquáticos e fixos em um substrato. O nome do grupo deve-se pela presença de poros pelo corpo.
     Os poríferos pertencem ao filo Porifera. Eles possuem as mais variadas formas, tamanhos e cores. Apresentam um padrão corporal básico, em formato de vaso, tubo ou barril.

Esponjas 
Poríferos


Características

    O habitat da maioria das espécies é o ambiente marinho, poucas vivem em água doce. As esponjas são encontradas fixas no fundo do mar, em rochas, conchas e areia. Podem viver de forma solitária ou em colônias.

Esponjas em forma de vasos 
Esponjas em forma de vasos


Respiração e Alimentação



      Os poríferos são animais filtradores. Eles promovem uma corrente de água que entra pelos poros, passa pelo átrio e sai pelo ósculo. Ao entrar, a água fornece oxigênio e ao sair, carrega dióxido de carbono e resíduos. Assim, ocorre a respiração, através das trocas gasosas por difusão.
     A alimentação se dá através de partículas alimentares suspensas na água, como protozoários e algas unicelulares. As partículas absorvidas são capturadas pelos coanócitos, que digere parte das substâncias. A outra parte é digerida pelos amebócitos, sendo posteriormente distribuída a todas as células.



 

Angiospermas

     As angiospermas conquistaram definitivamente o ambiente terrestre graças ao seu grau de complexidade, diversidade e distribuição geográfica.
     É o mais numeroso grupo de plantas atuais, variando de gramíneas a enormes árvores. Existem cerca de 235.000 espécies descritas e habitam todos os tipos de ambientes.
     A principal característica deste grupo é a presença do fruto e das flores. A flor contém os óvulos e podem estar agrupadas em inflorescências ou estar solitárias. As flores possuem estruturas para atrair polinizadores como lindas pétalas coloridas.

Estrutura das angiospermas. Ilustração: BlueRingMedia / Shutterstock.com
Estrutura das angiospermas.

Grupos de angiospermas

   Monocotiledôneas: nesta classe estão cerca de 65.000 espécies como gramíneas, palmeiras e orquídeas. As plantas deste grupo possuem raiz fasciculada e as nervuras das folhas são paralelas. A semente possui apenas um cotilédone. Normalmente o ciclo de vida é curto.
       Dicotiledôneas:Abrigam cerca de 165.000 espécies. A semente possui dois cotilédones, a raiz pode ser axial ou pivotante. A nervura das folhas é reticulada. As flores são tetrâmeras ou pentâmeras. Normalmente apresentam ciclo de vida longo.

 

Reprodução

     As angiospermas são heterosporadas e o tamanho dos gametófitos é muito reduzido. Não há formação de anterídios e arquegônios.
     O pólen é levado até o estigma da flor. Ali ele germina e produz o tubo polínico até o gametófito feminino. Os gametas masculinos são aflagelados. O óvulo fecundado vai desenvolver uma semente, envolta pelo ovário, que se desenvolve em fruto.
     Os processos de formação do megagametófito e dos núcleos polares são chamados de megaesporogênese e megagametogênese.
Normalmente as angiospermas fazem fecundação cruzada, porém algumas se reproduzem por autopolinização.

 

Gimnospermas

      As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; e sperma: 'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, as sequóias e os ciprestes.

      As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas.

     Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos. 
 
Araucárias, tipo de conífera.


Reprodução das gimnospermas 

     Vamos usar o pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) como modelo para explicar a reprodução das gimnospermas. Nessa planta os sexos são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos femininos e vice-versa. Em outras gimnospermas, os dois tipos de estróbilos podem ocorrer numa mesma planta. 

      O estróbilo masculino produz pequenos esporos chamados grãos de pólen. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. No interior de um óvulo maduro surge um grande esporo.

Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen, esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. Então, um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo, o tubo polínico, onde se origina o núcleo espermático, que é o gameta masculino. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo, no qual introduz o núcleo espermático.

      No interior do óvulo, o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera, o gameta feminino. Uma vez no interior do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, formando o zigoto.

     Este, por sua vez, se desenvolve, originando um embrião. À medida que o embrião se forma, o óvulo se transforma em semente, estrutura que contém e protege o embrião.
 

Pteridófitas

      Samambaias, avenças, xaxins e cavalinhas são alguns dos exemplos mais conhecidos de plantas do grupo das pteridófitas. A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que significa 'feto'; mais phyton, 'planta'. Observe como as folhas em brotamento apresentam uma forma que lembra a posição de um feto humano no útero materno. Antes da invenção das esponjas de aço e de outros produtos, pteridófitas como a "cavalinha", cujo aspecto lembra a cauda de um cavalo e tem folhas muito ásperas, foram muito utilizadas como instrumento de limpeza. No Brasil, os brotos da samambaias ou feto-águia, conhecido como alimento na forma de guisados.

 
Cavalinha, pteridófita do gênero Equisetum.
     

      As pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes
      Isso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado. Além disso, os vasos condutores representam uma das aquisições que contribuíram para a adaptação dessas plantas a ambientes terrestres. 
 
Samambaia   

 
Xaxim 

   Reprodução das pteridófitas 

     Da mesma maneira que as briófitas, as pteridófitas se reproduzem num ciclo que apresenta uma fase sexuada e outra assexuada.  
     Para descrever a reprodução nas pteridófitas, vamos tomar como exemplo uma samambaia comumente cultivada (Polypodium vulgare).
A samambaia é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada esporófito
     Em certas épocas, na superfície inferior das folhas das samambaias formam-se pontinhos escuros chamados soros. O surgimento dos soros indica que as samambaias estão em época de reprodução - em cada soro são produzidos inúmeros esporos.
     Quando os esporos amadurecem, os soros se abrem. Então os esporos caem no solo úmido; cada esporo pode germinar e originar um protalo, aquela plantinha em forma de coração mostrada no esquema abaixo. 
     O protalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito.
 

Briófitas

Conceptáculos e propágulos: estruturas especializadas para a reprodução assexuada de certas briófitas
 Conceptáculos e propágulos: estruturas especializadas para a reprodução assexuada de certas briófita. 


      Briófitas pertencem ao reino Plantae e, desta forma, são eucariontes, fotossintetizantes e multicelulares. Estes organismos não possuem vasos condutores de seiva, nem estruturas rígidas de sustentação, justificando seu pequeno porte. Assim, o transporte de substâncias se dá por difusão e ocorre de forma lenta.
São encontradas predominantemente em ambientes úmidos, porém podem ser vistas em água doce, em locais extremamente secos ou mesmo nos polos da Terra. Estão divididas em três filos: Bryophyta, Hepatophyta e Anthocerophyta; sendo os indivíduos do primeiro os mais conhecidos por nós.
       A parte permanente das briófitas é o gametófito (n). O esporófito (2n) depende deste último para sua nutrição, e não perdura por muito tempo.

     
       Encontrando condições propícias, os esporos desenvolvem-se, formando protonemas. Estes crescem e dão origem ao musgo adulto que, mais tarde, dará continuidade a este ciclo.

Talófitas

     
        Talófitas são organismos pluricelulares, tradicionalmente considerados plantas, de estrutura muito simples, e caracterizados por não apresentarem diferenciação celular na raiz, caules e folhas, tendo um corpo vegetativo pouco diferenciado denominado talo. 

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     Possuem tecido único, não diferenciado: o TALO. Ou seja, apresentam multicelularidade com interdependência. 
     São encontradas na água, no solo, e no corpo de plantas e animais.
     Possuem nutrição autotrófica.
     Compreendem as algas pardas ou marrons (feofícias ou feófitas), vermelhas (rodofíceas ou rodófitas) e verdes (clorofíceas ou clorófitas).
     A reprodução é sexuada e assexuada, por ciclo reprodutivo alternante e haplodiplobionte, ou por fragmentação.
     São algas do reino protista.
     São seres cloro filados e:    
     Possuem Clorofila A em seus cloroplastos.
     Possuem pigmentos acessórios como os carotenoides.
     Possuem a parede celular celulósica.
     Possuem como reserva energética o AMIDO.

Cordados

       Animais no filo Chordata são deuterostômios (ânus formado primeiro), têm simetria bilateral,celoma, metamerismo, e cefalização, poré...