Animais no filo Chordata são deuterostômios (ânus formado primeiro), têm simetria bilateral,celoma, metamerismo, e cefalização, porém para classificar animais como cordados, além de todas essas características, eles precisam apresentar algumas outras que são exclusivas. Uma delas e a principal é a notocorda
em alguma fase da vida, responsável pela definição do nome. Ainda
existem outras exclusivas dos cordados como o tubo nervoso dorsal,
fendas faríngeas, endóstilo e cauda.
A notocorda é uma estrutura flexível em forma de bastão derivada de
blocos do mesoderma, os somitos. A estrutura aparece logo no início do
desenvolvimento dos embriões e se estende por todo o corpo para
fortalecê-lo, pois serve de base para a fixação de músculos. Em animais
protocordados e nos agnatos,
a notocorda persiste por toda vida, sendo que nos demais a notocorda
está presente somente na fase embrionária, pois é substituída pelas vértebras.
O tubo nervoso dorsal é uma estrutura sólida parcialmente oca que passa por cima da notocorda formada por dobras da endoderme.
O tubo dá origem ao sistema nervoso dorsal, especificamente a ponta
anterior do tubo dá origem ao encéfalo que é protegido pelo crânio.
As fendas faríngeas são aberturas localizadas na altura da faringe
que são formadas por invaginações da parte externa da ectoderme ou da
endoderme da faringe. As fendas são usadas para filtração do líquido e
obtenção de alimentos. Em animais aquáticos as fendas persistem durante
toda a vida, já em animais terrestres as fendas se mantém somente
durante a vida embrionária.
Endóstilo está localizado abaixo das fendas faríngeas e secreta muco
que ajuda no acumulo de muitas partículas que vem das fendas. O
endóstilo vai dar origem a glândula tireóide.
A cauda é presente em alguma fase da vida tem a função de mobilidade
em cordados aquáticos de vida livre ou que tem larvas aquáticas de vida
livre. Em humanos a cauda existe apenas vestigialmente (o osso do cóccix), ao contrário dos demais vertebrados, que em sua maioria apresentam a cauda mais desenvolvida.
Viajando com a biologia
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Os equinodermos
Os equinodermos (do grego echinos: espinhos; derma: pele) constituem um grupo de animais exclusivamente marinhos, dotados de um endoesqueleto (endo = dentro) calcário muitas vezes provido de espinhos salientes, que justificam o nome zoológico do grupo.
Embora não seja uma coluna vertebral, ele é
importante na sustentação do corpo, pois é bem desenvolvido e
resistente. Entre os equinodermos estão as estrelas-do-mar, os
pepinos-do-mar, os lírios-do-mar e os ouriços-do-mar, entre outros.
O tamanho dos equinodermos varia bastante; o
diâmetro da estrela-do-mar, por exemplo, medido de uma ponta a outra de
seus braços, pode ser de alguns centímetros a até um metro, dependendo
da espécie.
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Estrela-do-mar |
Características dos equinodermos
Uma das características mais marcantes dos
equinodermos é a presença de um complexo sistema de lâminas, canais e
válvulas, denominado sistema aquífero ou ambulacrário (do latim ambulare: caminhar). Este sistema relaciona-se com a locomoção, respiração, circulação, excreção e até mesmo com a percepção do animal.
Os pés ambulacrais possuem paredes musculares e ampolas que acumulam líquido; as variações de pressão do líquido no sistema determinam a expansão ou retração dos pés, fato que culmina com o deslocamento do animal. Quando a pressão do líquido é maior nos pés, estes ficam mais rígidos, quando a pressão diminui, eles ficam moles - essa diferença permite o movimento.
Os pés ambulacrais possuem paredes musculares e ampolas que acumulam líquido; as variações de pressão do líquido no sistema determinam a expansão ou retração dos pés, fato que culmina com o deslocamento do animal. Quando a pressão do líquido é maior nos pés, estes ficam mais rígidos, quando a pressão diminui, eles ficam moles - essa diferença permite o movimento.
Reprodução
Sexuada
Os equinodermos realizam reprodução sexuada, isto é,
reprodução com a participação de gametas. Eles possuem sexos separados e
a fecundação externa ocorre na água. Seu desenvolvimento é indireto,
pois as larvas se transformam em animais jovens com forma própria.
Pepino-do-mar |
Regeneração
Quando a cauda de uma lagartixa é cortada, em
poucos dias cresce uma nova cauda, regenerando-se. Isso também acontece
quando uma estrela-do-mar perde um dos braços.
Esse fenômeno de regeneração de parte do corpo
representa uma vantagem para esses animais, que, quando atacados ou em
iminente perigo, "entregam" parte do seu corpo para o predador, enquanto
procuram se esconder.
Se o disco central estiver intacto, há espécies
de estrela-do-mar que conseguem se locomover e se alimentar com apenas
um dos braços, enquanto ocorre o processo de regeneração através de
divisões celulares. O pepino-do-mar, em situação extrema de perigo,
deixa parte de suas vísceras (órgãos internos). Isso é vantajoso, pois
distrai os predadores e lhe dá tempo de escapar.
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Os Moluscos
Ao passear na areias de uma praia,
muitas pessoas gostam de admirar e pegar conchinhas trazidas pelas
ondas. Essas conchinhas são de diversos tamanhos, formas e cores. Muitas
vezes, se tornam bijuterias, pequenos enfeites, ou até mesmo elementos
de uma coleção.
Os moluscos têm uma composição frágil,
são animais de corpo mole, mas a maioria deles possui uma concha que
protege o corpo. Nesse grupo, encontramos o caracol, o marisco e a
ostra. Há também os que apresentam a concha interna e reduzida, como a
lula, e os que não têm concha, como o polvo e a lesma, entre outros
exemplos.
A concha da ostra protege de predadores, da dissecação etc.
A concha
é importante para proteger esses animais e evitar a perda de água. Ela é
produzida por glândulas localizadas sob a pele, uma região chamada de manto.
Ela não é uma parte viva do corpo do
molusco; conforme o animal aumenta de tamanho, novo material é
acrescentado à concha, que pode variar de forma e tamanho e ser formada
por uma ou mais peças.
Onde vivem os moluscos
Você pode encontrar moluscos no mar, na
água doce e na terra. Por exemplo: o caramujo e a lesma ficam em
canteiros de horta, jardim, enfim, onde houver vegetação e a terra
estiver bem úmida, após uma boa chuva; ficam também sobre plantas
aquáticas em lagos, beira de rios etc. O grande caramujo marinho vive se
arrastando nas rochas ou areias no fundo do mar. Já as ostras e o
marisco fixam-se nas rochas no litoral, enquanto a lula e polvo nadam
livremente nas águas marinhas.
No tempo em que ainda não havia vida no
ambiente terrestre, os moluscos - com a sua concha protetora - já
habitavam os mares. O caramujo do mar é uma das espécies que têm 500
milhões de anos de história. Portanto ele já existia há alguns milhões
de anos antes dos peixes surgirem no mar. Fósseis revelam que esses
seres, atualmente pequenos, foram, no passado, bem maiores, pois há
concha fóssil de 2,5 metros.
O corpo dos moluscos
Como já vimos, os moluscos têm corpo mole. A sua pele produz uma secreção viscosa, também conhecida por muco, que facilita principalmente a sua locomoção sobre troncos de árvores e pedras ásperas, sem machucar o corpo.
O corpo desse tipo de animal é composto por: cabeça, pés e massa visceral. A massa visceral fica dentro da concha e compreende os sistemas digestório e reprodutor.
Artrópodes
Muitas
vezes, não percebemos a presença daqueles animais com corpos de formas
estranhas e cores variadas, que vivem ao nosso redor, voam sobre nossas
cabeças ou aqueles que se locomovem próximo dos nossos pés. A maioria
desses seres é formada por animais artrópodes.
Esse
grupo inclui animais como aranha, mosca, siri, lacraia,
piolho-de-cobra, camarão, escorpião, abelha, entre inúmeros outros. O
grupo dos artrópodes é tão bem adaptado aos diferentes ambientes que,
atualmente, representa mais de 70% das espécies animais conhecidas.
Características gerais dos artrópodes
A principal característica que diferencia os astrópodes dos demais invertebrados são as patas articuladas. Foi essa característica que deu o nome ao grupo, pois a expressão patas articuladas vem do grego: artro, que significa "articulação", e podos, "patas".
As
patas articuladas permitem que o animal possa realizar vários
movimentos diferentes, muitos deles bem definidos e elaborados. Além de
uma locomoção muito eficiente, as patas articuladas apresentam outras
vantagens para o animal, pois auxiliam na sua defesa e na captura de
alimento. No dia-a-dia, é fácil observar nas formigas, por exemplo, a
atividade que essas patas permitem.
Inseto saindo do seu exoesqueleto antigo. |
Além das patas articuladas, outra característica importante dos artrópodes é a presença de um reforço externo: o exoesqueleto. Ele é resistente, impermeável e é constituído de sais de quitina, que é um tipo de "açúcar".
O
exoesqueleto reveste e protege o corpo desses animais de muitos perigos
externos e também evita que eles percam água. É uma importante
adaptação ao ambiente terrestre.
Embora
ofereça proteção, o exoesqueleto limita o tamanho do animal, pois não
acompanha o crescimento do corpo. Quando esse exoesqueleto fica pequeno,
ocorre a muda. Nesse fenômeno, o exoesqueleto antigo se desprende do
corpo do animal e é trocado pelo novo, que já está formado.
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Anelídeos
O
solo é uma parte da biosfera geralmente repleta de vida. Muitos dos
seres vivos que habitam o interior do solo não são visíveis a olho nú,
mas há outros que podem ser vistos com facilidade. Um exemplo é a
minhoca. Ela vive em solo úmido, como é, geralmente, o solo fértil que
serve como canteiro (de horta ou jardim).
A minhoca
pertence ao filo dos anelídeos - nome que inclui vermes com o corpo
segmentado, dividido em anéis. Os anelídeos compreendem cerca de 15 mil
espécies, com representantes que vivem no solo úmido, na água doce e na
água salgada. Podem ser parasitas ou de vida livre.
Características gerais dos anelídeos
Além da minhoca, existem várias espécies de anelídeos. Podemos citar animais pequenos - como a sanguessuga, que pode medir apenas alguns milímetros de comprimento - e também animais de grande porte como o minhocuçu, que atinge dois metros.
Sanguessuga
Minhocuçu
O
habitat dos anelídeos pode ser a água dos mares e oceanos ou a água
doce e a terra úmida. Eles são considerados os mais complexos dos
vermes. Além do tubo digestório completo, têm um sistema circulatório fechado, isto é, têm boca e ânus e também apresentam um sistema circulatório em que o sangue só circula dentro dos vasos.
O
corpo dos anelídeos é revestido por uma pele fina e úmida. Essa é uma
característica importante da respiração cutânea - respiração realizada
através da pele, pois os gases respiratórios não atravessam superfícies
secas.
Na maioria das vezes, os anelídeos são hermafroditas,
isto é, cada animal possui os dois sistemas reprodutores: o masculino e
o feminino. No entanto, eles realizam fecundação cruzada e recíproca,
ou seja, dois animais hermafroditas cruzam e se fecundam mutuamente.
Os Nematelmintos
Os nematelmintos (do grego nematos: 'filamento', e helmin: 'vermes') são vermes de corpo cilíndrico, afilado nas extremidades. Muitas espécies são de vida livre e vivem em ambiente aquático ou terrestre;
outras são parasitas de plantas e de animais, inclusive o ser humano.
Há mais de 10 mil espécies desse tipo de vermes catalogadas, mas
cálculos feitos indicam a existência de muitas outras espécies, ainda
desconhecidas.
Ao contrário dos platelmintos, os
nematelmintos possuem tubo digestório completo, com boca e ânus.
Geralmente têm sexos separados, e as diferenças entre o macho e a fêmea
podem ser bem nítidas, como no caso dos principais parasitas humanos. De
modo geral o macho é menor do que a fêmea da mesma idade e sua
extremidade posterior possui forma de gancho. Esses animais são
envolvidos por uma fina e delicada película protetora, que é bem lisa e
resistente.
Lombriga (Ascaris lumbricoides)
Porção anterior de Ancylostoma duodenale, mostrando boca com dentículos dilacerantes.
Doenças causadas por Nematódeos
Ancilóstomos, lombrigas, oxiúros e filárias são alguns exemplos de nematelmintos que parasitam os seres humanos .
Os platelmintos
Os platelmintos são vermes que surgiram
na Terra há provavelmente cerca de 600 milhões de anos. Esses animais
têm o corpo geralmente achatado, daí o nome do grupo: platelmintos (do
grego platy: 'achatado'; e helmin: 'verme').
Os platelmintos, que compreendem em torno de 15 mil espécies, vivem principalmente em ambientes aquáticos, como oceanos, rios e lagos; são encontrados também em ambientes terrestres úmidos. Alguns têm vida livre, outros parasitam animais diversos, especialmente vertebrados.
Medindo desde alguns milímetros até metros de comprimento, os platelmintos possuem tubo digestório incompleto,
ou seja, têm apenas uma abertura - a boca-, por onde ingerem alimentos e
eliminam as fezes; portanto, não possuem ânus. Alguns nem tubo
digestório têm e vivem adaptados à vida parasitária, absorvendo, através
da pele, o alimento previamente digerido pelo organismo hospedeiro.
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